O século 20, em São Paulo,
começou com toda a força dos milhares de imigrantes, que resolveram o
problema da mão de obra da lavoura cafeeira, permitiu maior
ocupação do interior do Estado.
Criaram-se as condições necessárias
para que
pequenas fábricas, subsidiárias do café, dessem os primeiros passos em
direção à industrialização. Com o interior já integrado ao cenário do
rápido
crescimento da província, começou haver a preocupação com a construção
de
novas estradas, prevendo-se a interiorização dos cafezais e a
prosperidade
que seria sacramentada com a República.
Até 1930, a ferrovia puxava a
expansão da cafeicultura, atraía imigrantes e permitia a colonização de
novas áreas, enquanto nas cidades a industrialização avançava, criava novos
contornos urbanos e abria espaço para novas classes sociais, o operariado e
a classe média.
O próspero estado de São Paulo via surgir a cada dia uma
novidade diferente: a eletricidade substituía o lampião a gás; chegavam os
primeiros carros; cresciam as linhas de bondes elétricos; construíam-se na capital
grandes obras urbanas, entre elas, o Viaduto do Chá e a Avenida Paulista.
A singularidade desse período
está na forma intensa com que tudo se multiplica, desde a imigração, que no
campo sustenta a cafeicultura, até o desenvolvimento das cidades, que levam
São Paulo a perder suas feições de província e tornar-se a economia mais
dinâmica do país.
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